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domingo, 1 de abril de 2012

Soldado Robocop BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme. Tropa batiza uniforme com título de outro sucesso de bilheteria: ‘Soldado Universal’



POR VANIA CUNHA
Rio -  Vestido com armadura especial para controle de distúrbios urbanos, o policial que caminha pelo pátio do Batalhão de Choque (BPChoque) parece ter saído de filme de ação. Ele estava testando a nova ferramenta adquirida pela unidade para proteção dos militares em situações de conflitos. Até o fim do ano, o batalhão receberá 1.200 uniformes do tipo. A previsão é de que os primeiros cheguem até maio.
A armadura recém-chegada foi batizada pelos policiais de ‘soldado universal’. O apelido é uma referência ao filme de ficção científica com o mesmo nome lançado em 1992, por Roland Emmerich: Exército americano congela o corpo de soldados que, ressuscitados, passam a ser guerreiros indestrutíveis. O uniforme lembra também outro sucesso de bilheteria: ‘Robocop, o Policial do Futuro’, lançado por Paul Verhoeven, em 1987.
A armadura é semelhante às usadas pelas polícias francesas e inglesas, mas foi produzida no Brasil. Toda em polímero, é altamente resistente a impactos. Nos testes, agentes bateram até com barra de ferro sem machucar o modelo. “É o que há de mais moderno”, afirma o comandante, tenente-coronel Fábio Souza.

BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme | Foto: Arte: O DIA
BPChoque aprova ‘armadura’ semelhante à do famoso filme | Arte: O DIA
CAVEIRÃO RESISTENTE
Outro investimento da Secretaria de Segurança Pública em proteção para policiais são os 12 novos blindados para as polícias Civil e Militar. A previsão é que seja escolhido o modelo sul-africano Maverick, aprovado pelo Bope. O blindado suporta tiros de metralhadora ponto 30 e explosões de granadas. Alguns veículos terão canhão d’água e tanque interno com capacidade para até 5 mil litros. O equipamento é usado no controle de manifestações.
Foto: Reprodução Vídeo
FONTE: O DIA ON LINE
Foto: Reprodução Vídeo

Superação é a palavra de ordem no clássico entre Fluminense x Botafogo



POR MARCELO BERTOLDO
MARCIA VIEIRA
Rio -  Com a semana inteira livre para trabalhar, o Botafogo tem no aspecto físico uma considerável vantagem na disputa do clássico contra o Fluminense, neste domingo, às 18h30, no Engenhão, pela sexta rodada da Taça Rio. Cansado, o elenco tricolor, depois de quatro dias fora do País, desembarcou no Rio de Janeiro às 4h50 da madrugada de sábado. Mas são em clássicos como o Vovô, o mais antigo do Brasil, que os jogadores desejam ficar marcados. Portanto, a superação prevalece.
Fred e Andrezinho são esperanças de gols | Foto: Divulgação e Carlos Moraes / Agência O Dia
Fred e Andrezinho são esperanças de gols | Foto: Divulgação e Carlos Moraes / Agência O Dia
Desgastado, mas não acomodado, o Fluminense terá em campo pelo menos cinco titulares que enfrentaram o Zamora, quinta-feira, na Venezuela. Neste sábado à tarde, Fred e companhia já treinavam nas Laranjeiras. Campeão na Taça Guanabara, o elenco tricolor sonha com o título do returno para ganhar uma folga no calendário, importante no planejamento da Libertadores. Para ser campeão, o timeainda precisa entrar na zona de classificação. Terceiro colocado do Grupo B, o Fluminense conta com a vitória no clássico.

“Quem tiver condição jogará. Quero escalar o Fluminense o mais forte possível, mas sem correr o risco de perder alguém machucado”, disse Abel, no início da semana.

Descansado, mas não acomodado, o Botafogo ainda não sabe se terá Loco Abreu à disposição. Herrera está de sobreaviso e seria apenas uma das surpresas que o técnico Oswaldo de Oliveira pode ter preparado durante o treino fechado que aconteceu na manhã deste sábado, no gramado anexo do Engenhão. Com o Flamengo na cola, oAlvinegro abusará de seu fôlego extra para vencer o Clássico Vovô e se consolidar na ponta do Grupo A. Focado, Oswaldo ignora a situação do adversário.

“Nesta situação, não posso me preocupar com o Fluminense. Estou preocupado com o Botafogo, sobre como temos de nos preparar para qualquer alternativa que aconteça no clássico”, disse Oswaldo de Oliveira.
FONTE: O GLOBO

Pronto para brigar', Zito critica falta de união de prefeitos da Baixada



POR MARCOS GALVÃO
ROZANE MONTEIRO
Rio -  Aos 59 anos, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PP), se prepara para mais uma disputa eleitoral pelo controle da cidade de maior população da Baixada — 818,4 mil pessoas. O principal adversário será o mesmo que ele enfrentou e venceu há quatro anos: seu ex-vice, o deputado federal Washington Reis (PMDB), que novamente terá o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Zito domina o poder em Caxias desde 1997 e só foi interrompido entre 2005 e 2008, quando Washington venceu seu aliado, Laury Vilar, em 2004. O homem de 1,89m só é comedido quando fala dos parentes que lançou na política. Chamego, agora, só para a filha Andreia Zito, deputada federal. Hábil, não deixa pergunta sem resposta, desde que não seja sobre seu atual estado civil.
Zito vai explicar na campanha por que não fez tudo o que pretendia | Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
Zito vai explicar na campanha por que não fez tudo o que pretendia | Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
ODIA: Quais são os trunfos do senhor para enfrentar, de novo, a disputa pela Prefeitura de Caxias?

ZITO: – Eu estou no meu terceiro mandato. São 11 anos governando a cidade. Tenho a consciência de que a transformação da cidade aconteceu com a minha chegada e permanência no poder, à frente do Executivo, e no Legislativo. Entendo que a cidade, infelizmente, deixou de avançar quando deixei de estar prefeito. Voltei, no terceiro mandato, encontrei uma herança perversa, fiquei com os pés e as mãos amarrados e não pude dar velocidade como eu sempre dei no progresso e no trabalho da nossa cidade.

Havia dívidas?

Muitas dívidas (um total de R$ 240 milhões). Recebemos uma herança educacional dificílima, com os prédios caindo aos pedaços. Deixamos a cidade entre as 10 primeiras colocadas e recebemos entre as 10 piores no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Ou seja: está em 82º lugar.

O senhor nasceu em Pernambuco. Quando veio para Caxias?

Eu tenho 59 anos e moro aqui há 58. Vivi a minha infância pisando na lama, convivendo com os esgotos passando em nossas portas. Não tínhamos nenhum estímulo e nenhum sonho. E eu comecei a sonhar. Quando concorri a vereador em 1988, pela primeira vez eu fiz parte de um partido — que foi o PPR, na época — e sonhava em poder transformar a minha cidade. Eu fui vereador; depois, presidente de Câmara; depois, prefeito, e pude pôr os meus sonhos em prática, acabando com a lama, com as enchentes, com as valas a céu aberto, gerando emprego, trazendo grandes empresas para o município para que a população não necessitasse ir para outras cidades em busca de emprego. Isso nos deu a certeza de que essa cidade cresceria. Mas essa cidade que vem crescendo vem tendo seus problemas como o problema da água, que é um problema crucial na Baixada Fluminense, em sua luta para municipalizar a água. A gente tem tido essa conversa com o governador (Sérgio Cabral, do PMDB). Acho que, nós, os prefeitos da Baixada, deveríamos nos reunir em busca do consórcio da água da Baixada porque nós temos aqui os nossos mananciais de água, e o maior manancial, que é o Guandu, é na Baixada Fluminense.

Falta união dos prefeitos?

União e dedicação. A água serve primeiro à Zona Sul, à Barra da Tijuca, e nossas cidades são as últimas. Duque de Caxias é a última cidade a receber água. Isso é muito triste, é muito ruim, o povo sofre muito. Acho que é muito importante para a Baixada Fluminense que o governador pudesse construir esse consórcio e resolver esse problema da água em nossos municípios.

Falta ao governador a percepção da importância da Baixada?

Acho que falta um pouquinho mais de empenho nosso, né? (Nós, prefeitos). União. Porque, infelizmente, a Baixada tem essa característica de não haver essa união. Cada um cuida de si. Nós não percebemos que o problema é de todos, de uma região que, às vezes, é esquecida; que nós temos que nos unir para que sejamos mais lembrados. Acho que falta um pouquinho deixar a vaidade de lado.

Como o senhor espera que o governador atue nesta eleição, considerando que há um pré-candidato do partido dele — o ex-prefeito Washington Reis (PMDB), seu antecessor — e um secretário estadual — Alexandre Cardoso (PSB), de Ciência e Tecnologia?

Eu não estou muito preocupado, não, porque me dou muito bem com o governador. Eu tenho consciência do trabalho dele no município, mas eu tenho consciência também do que eu represento. Um desafio que eu sempre faço aos meus pares é: Qual é a herança que eles deixaram? Será que é a herança do mergulhão, que está lá jogado às traças? Será que é a (Avenida) Presidente Kennedy, que já tem sete anos de início de obras e ainda não foi concluída? Será que são os canais e os rios que não foram tratados? Até porque esse grupo de políticos que pretende disputar comigo é o mesmo que esteve à frente da prefeitura quando eu não pude participar, e o meu sucessor perdeu para o Washington Reis. Esse grupo ontem estava junto e hoje está dividido (Alexandre Cardoso já foi aliado de Washington). Não estou preocupado com meus adversários e espero que o governador continue dando demonstração de que Duque de Caxias é uma cidade importante, onde ele teve quase 80% dos votos válidos; é uma cidade que sempre o respeitou, sempre teve por ele um carinho enorme; e que ele continue nos ajudando a governar o município, demonstrando gratidão a esse povo.

E se o governador vier fazer campanha para o candidato dele? O senhor tem medo de perder a eleição?

Não, eu tenho que respeitar, e eu quero que as obras venham. Que ele diga: “ Vou fazer três universidades. Vou municipalizar a água e acabar com o problema da falta de água em Duque de Caxias. Vou fazer o metrô de superfície e levar para Duque de Caxias...” Não tem problema, não. Pode trazer. Eu serei grato. Até porque moro na cidade, amo meu município.

Os problemas da administração anterior são fruto de incompetência, de corrupção ou dos dois juntos?

Eu não posso falar de corrupção. Eu posso falar de má gestão. Não estou aqui para difamar nenhum adversário. Estou falando dos problemas da cidade. E estou me defendendo porque hoje não posso ser um prefeito com tanta velocidade como fui há oito anos. Meu problema não é mais tirar o povo da lama (nos dois primeiros governos, Zito asfaltou 4.500 ruas). O problema hoje é modernizar a cidade. Mas o problema é que deixaram uma herança maldita. Não sei se proposital ou se falta de competência. E, aí, só quem pode responder é ele (Washington Reis).

O senhor acha a cidade violenta?

Não, é violenta como toda cidade do Brasil.

O senhor tem medo de andar na cidade?

Não, tenho a certeza de que estou numa cidade onde a população me admira muito.

O que o senhor acha do projeto das UPPs?

Um projeto muito bom. E nós esperamos que chegue a Caxias rapidamente porque os malfeitores estão migrando para a nossa cidade. Duque de Caxias é uma cidade limítrofe com o Rio de Janeiro.

Qual será o tom da sua campanha à reeleição?

É claro que eu vou ter um dossiê. Hoje é assim: “Zito é legal. Zito é trabalhador. Mas o Zito foi menos produtivo do que o Zito dos oito anos.” Eu tenho que explicar por que, com um dossiê mostrando o porquê. Não é um dossiê para falar mal da vida dele (Washington Reis), nem para difamá-lo. É um dossiê mostrando os problemas que me dificultaram governar a cidade deixada como herança por ele.

O senhor disse que começou no PPR, hoje está no PP, mas já passou pelo PSDB e PDT. O senhor ainda lembra de todos os partidos de que participou?

Eu ainda fui do PTB, PSB, depois fui para o PSDB, vim ao PDT, e voltei para o PSDB. E agora, o PP.

Tantos partidos não confundem o eleitor?

Eu sempre fui em busca do melhor para a minha cidade. Eu tenho uma responsabilidade com o progresso.

O senhor já apoiou as candidaturas para prefeitos de seu irmão, Valdir Zito, em Belford Roxo, e de sua, agora, ex-mulher Narriman, em Magé. Hoje, na política, o senhor tem apenas a sua filha, Andreia Zito (PSDB). O senhor pretende lançar mais algum parente?

Não, não. Eu acho que foi um... Eu não vou dizer um atraso, não, foi um... Um erro de cálculo. Não faria de novo. Aquela que me ajuda, que nunca me trouxe nenhum tipo de insatisfação, é a minha filha Andreia, porque trabalha muito afinada comigo, com a cidade. Prefiro não falar do restante, mas não faria de novo.

O senhor falou em erro de cálculo. Refere-se ao caráter político ou pessoal de cada um?

Político, político. Na verdade, as pessoas se elegeram pelo meu nome, modéstia à parte, achando que tudo o que eu fiz e faço aqui, elas fariam também nos cargos que representavam, e não foi verdade. E isso traz um desgaste muito grande para mim. Eu me sinto, assim, um pouco triste de chegar em Magé e perceber que não foi feito o trabalho que poderia ter sido feito; chegar em Belford Roxo e não ter sido feito o trabalho que as pessoas esperavam. Não por culpa pessoal. As pessoas não gostam muito de ouvir, e eu não gosto muito de me envolver na responsabilidade de cada um. Já a minha filha, não. Qualquer coisa, ela pergunta. A gente está sempre conversando. Ela faz muito aquilo que eu acho que é certo. Enfim, a gente caminha junto.

O senhor já tinha se decepcionado com a Narriman e com o Valdir Zito. Por que insistiu com a deputada estadual Claise Zito (PSD)?

Não. A Claise não foi uma criação minha, nem invenção minha, nem tampouco que eu quisesse. Foi um rumo próprio. Isso fez até com que o nosso casamento tivesse um problema tremendo. Depois que ela se candidatou, eu queria que ela ganhasse, é claro. Mas não era minha vontade que ela se candidatasse. Até porque isso foi uma das causas do término do meu casamento com a Narriman. Mas acho bom deixar isso quieto, que é melhor....

O senhor diria que está, então, casado com a política agora?

(Risos) Estou casado com a minha responsabilidade, com os meus compromissos e com meus sonhos de viver numa cidade cada vez mais prazerosa de se viver.

O senhor pensa em ser candidato a governador?

Já pensei, hoje pode até acontecer. Dizer que essa vontade não passa por mim não seria honesto, mas eu percebo que eu tenho muito a fazer por esse município.

Como o senhor avalia o ‘Fator Lindbergh’? E se o senador Lindbergh Farias, do PT, for candidato a governador?

É um nome respeitado, um político comprovadamente vencedor, mas é muito cedo para se falar. Acho que nós temos um governador em alta, que vem fazendo um trabalho como nenhum outro fez. Vamos dar tempo ao tempo. O tempo é o senhor da razão. De repente, melhor que Lindbergh, que tal o Zito?

Mas, voltando: o senhor falou que a política já atrapalhou seus casamentos. Hoje, o senhor está solteiro ou casado?

Vamos sair disso....vamos sair disso...(risos). Eu estou casado com os meus compromissos e com o progresso da minha cidade.

Quantos filhos o senhor teve?

Pera aí (conta mentalmente)... Quatro: Andreia e Eduardo do primeiro casamento. Perdi o Eduardo com 14 anos, com leucemia. Tenho o Ramses e a Milane (com a Narriman)... E apareceu uma lá em Nova Iguaçu. Faz tempo, mas eu tenho que falar. Assumi a paternidade (Linda Zito, que já foi candidata a vereadora em Nova Iguaçu).

O senhor anda com seguranças?

Com um. Ele é mais largo do que eu (risos). Não tenho motorista, sou eu mesmo que dirijo. É mais uma companhia.

O senhor tem medo de morrer?

Não. O que eu faço? Eu respeito todos, busco fazer o bem. Você não me vê na rua em alguns lugares que não sejam satisfatórios, em companhia que não seja satisfatória.

O senhor anda armado?

Não, nunca andei. A minha arma é Deus.

Na Baixada, os grupos de extermínio foram muito presentes, principalmente na década de 80. E há quem ainda ache que foram um mal necessário. Qual a sua opinião?

Hoje não é grupo de extermínio, é milícia. Que mal necessário? É um mal desnecessário. Para mim, mal é mal. Mocinho é mocinho e bandido é bandido.

Há quem afirme que o senhor é dono da Locanty. O senhor tem alguma ligação com esta empresa de limpeza?

Quisera eu ter (ligação) com a Locanty e com tantas outras, mas... Nunca fui (dono da Locanty). Isso é coisa dos meus adversários, que plantaram isso. É a mesma coisa: andam espalhando que o Zito está com câncer. Não é possível que vocês não tenham ouvido isso... A Baixada toda diz que eu estou com câncer, que eu estou doente, porque eu emagreci. E, aí, isso cola porque há uma... No passado, eu ‘era’ matador. Não sei como você não perguntou isso...

Não perguntei ainda. O senhor falou primeiro...

(Risos) Mas talvez você não fosse perguntar porque 99,9% (da população) já tiraram da cabeça que ‘sou’ matador, daqui a pouco vai me tirar da Locanty também. Se eu fosse sócio ou dono da Locanty, nos quatro anos que eu fiquei fora da prefeitura, eu teria entrado na empresa. Nada me impediria.

A prefeitura já teve contrato com a Locanty?

Teve não, tem contrato. A Locanty trabalha no município, como trabalha também a Polícia Federal. Nos nossos oito anos, eles fizeram um ótimo trabalho. Foi um pedido do Moacyr do Carmo (ex-prefeito) para que eles continuassem. Foram oito anos de bom trabalho. Quando eu voltei, quem estava era a Delta. Eu diminuí o contrato do lixo, que era 50% da Delta e 50% da Locanty. E a Delta, de todas as maneiras, querendo continuar o trabalho. Hoje, a Delta saiu, e a Locanty ficou com o trabalho. Não sei quando termina o contrato. Com toda a limpeza com varrição, remoção de entulho, gastamos R$ 6 milhões por mês. Eles queriam R$ 8 milhões. Achei alto e disse: “‘Pago só R$ 6 milhões.”

Mas de onde o senhor acha que surgiu essa história de que é dono?

Não sei, também não falavam que eu tinha comprado a casa do Ayrton Senna, que eu tenho uma mansão em Portugal? Eu vou na feira, as pessoas perguntam: “O senhor está melhor?” Sábado, eu fui jogar futebol. Eu já estava indo embora, veio um senhor e disse: “Prefeito, segura nas mãos de Deus porque eu já tive o que o senhor tem e eu fiquei bom. O senhor vai ficar bom também.” Eu disse: “Pô, companheiro, agradeço suas palavras, mas eu não tenho nada. Isso é coisa dos meus adversários”. Então, eu explicava às pessoas, agora não explico mais. É porque eu perdi peso, uns 12 kg em uns quatro meses (depois de uma cirurgia na coluna).

Qual o peso e a altura do senhor hoje?

Tenho 1,89m e peso 106 kg.

O senhor foi julgado e depois absolvido no caso do assassinato de um funcionário público de Duque de Caxias. Esses momentos lhe atormentaram muito?

O próprio ex-governador Marcello Alencar me defendeu através de um abaixo-assinado, que tinha como uma das pessoas que assinaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Agora, as coisas não acontecem à toa. Se isso não acontecesse, acho que não teria sido prefeito.

O senhor tem esperança de aliança com o PMDB?

Eu espero que eles percebam que o Zito pode ser um bom aliado e que o PMDB possa apoiar o Zito porque talvez seja a última eleição de prefeito minha. O Cabral pode intervir nisso aí se eles perceberem que não é o momento deles...

E depois?

Não sei, quem sabe, senador, vice-governador... Não posso afirmar.

Washington Reis em ‘uma’ palavra: “Amigo... urso”

Ao ser perguntado se poderia definir o deputado federal Washington Reis, seu principal adversário político hoje, em uma palavra, o prefeito Zito preferiu fazer piada.

‘Amigo’, respondeu de imediato o prefeito, surpreendendo assessores, que se entreolharam espantados. O mistério foi desfeito segundos depois, quando ele repetiu a palavra ‘amigo’, mas emendou ‘urso’, alterando completamente o significado do termo. ‘Amigo urso’, repetiu, para gargalhada — e alívio — geral.

Washington Reis já foi vice de Zito em seu primeiro mandato, em 1997. Na última eleição, em 2008, os dois foram adversários, sendo que Zito venceu a eleição no primeiro turno, mesmo com o apoio a Washington Reis do governador Sérgio Cabral e do deputado federal Alexandre Cardoso (PSB).FONTE: O DIA